É cada vez mais freqüente a necessidade do diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças benignas e malignas que atingem as mamas das mulheres e dos homens, sendo o Mastologista o médico responsável por tais atos.
As queixas clínicas principais referem-se em geral à dor mamária, à presença de nódulos, aos distúrbios do desenvolvimento mamário, à saída de secreção pelos mamilos, às infecções e ao aumento de volume das mamas dos homens, dentre outros.
Os exames mais freqüentemente realizados para o seguimento dos pacientes e para o diagnóstico das doenças mamárias são Mamografia, Ultrassonografia, que podem ser complementados por outros, dependendo de cada caso, sendo indicadas para a confirmação do diagnóstico: punção de cistos e nódulos, punção dirigida por Ultrassonografia, biópsias por agulha e mamotomias.
Mastologista é o especialista que previne, diagnostica e trata as doenças da mama, principalmente o câncer de mama.
O câncer é uma neoplasia ou tumor maligno com possibilidades de acometer outros órgãos (metástases). Existem vários fatores que influenciam o aparecimentona de um câncer de mama e, dentre eles, destacamos os fatores genéticos ou hereditários; fatores ambientais, como alimentação e grau sócio econômico da região; e fatores hormonais.
Os fatores genéticos ocorrem por alteração principalmente de um gene chamado BRCA-1
que, no Brasil, está presente em aproximadamente 10% dos casos. Os fatores alimentares
ocorrem, principalmente, pelo alto nível de gorduras na alimentação e com a obesidade.
Além disso, quanto mais desenvolvida economicamente a região onde a paciente vive,
maior a incidência de câncer de mama.
Quanto à questão hormonal, sabemos que todas as pacientes que fazem uso de hormônios femininos sem orientação médica e aquelas que fazem terapia de reposição hormonal por mais de 5 anos vão apresentar uma elevação no risco de câncer de mama, por isso a necessidade de um acompanhamento médico periódico.
Outro fator de risco importante é a idade da paciente, quanto mais idosa maior é o risco de câncer de mama, que ocorre em mulheres e homens, na proporção de 200 por 1.
O tratamento do câncer de mama é complexo e exige diferentes tipos de terapêutica: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia hormonal anti-estrogênica. Cada paciente deve ter o seu tratamento individualizado e nem todas precisarão de todos os tipos de tratamento, somente o especialista é que poderá indicar os tratamentos necessários.
O câncer de mama quando descoberto a tempo é uma doença curável.
As principais alterações benignas das mamas são o fibroadenoma e alterações funcionais, o fibroadenoma de mama é um nódulo benigno mais freqüente juntamente com os cistos de mama, podendo atingir tamanhos variáveis, mas raramente ultrapassam 3 cm de diâmetro. São móveis, não doloridos, bem delimitados como se fossem uma bolinha de vidro dentro da mama, e o seu tratamento pode ser a retirada por meio de uma cirurgia ou o seu acompanhamento.
As Alterações Funcionais Benignas da Mama (AFBM) são alterações benignas e caracterizam-se por apresentar um quadro principalmente de dor mamária no ciclo pré-menstrual, desaparecendo após. Em alguns casos a dor pode ocorrer em qualquer fase do ciclo menstrual ou até mesmo ser diária, durante todo o ciclo.
A chance de uma mulher com dor mamária vir a ter um tumor de mama é a mesma que as outras mulheres, ou seja, quem tem dor mamária não tem risco mais elevado de desenvolver o câncer.
A dor mamária é comum na mulher moderna, provavelmente em decorrência de ação hormonal continuada pelos estrogênios ovarianos, em mulheres que engravidam poucas vezes e quase não amamentam.
Para minimizar o desconforto das AFBM, neste período recomenda-se evitar o excesso de alimentos com cafeína no período pré-menstrual (refrigerantes tipo cola, café, chá e chocolate) e adotar o uso de sutiãs largos, tipo esportista, pois fixam melhor as mamas; e nos casos raros de muito desconforto devem-se usar medicamentos prescritos sempre por médicos.
O Câncer de mama tem cura, previna-se, pois diagnosticando-se cedo o tratamento é geralmente fácil, sem implicar na retirada total das mamas. No entanto, se isto for necessário, a reconstrução plástica fornece excelentes resultados.
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