Estes valores correspondem a um risco estimado de 14 casos novos a cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres
Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deverá ter 28.110 novos casos de câncer colorretal, em 2010. O número de casos novos de câncer de cólon e reto estimado para o Brasil no ano de 2010 será de 13.310 casos em homens e de 14.800 em mulheres. Estes valores correspondem a um risco estimado de 14 casos novos a cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres.
Em termos de incidência, o câncer de cólon e reto configura-se como a terceira causa mais comum de câncer no mundo em ambos os sexos e a segunda causa em países desenvolvidos. Cerca de 9,4%, equivalendo a um milhão de casos novos, de todos os cânceres são de cólon e reto. Os padrões geográficos são bem similares entre homens e mulheres; porém o câncer de reto é cerca de 20% a 50% maior em homens na maioria das populações.
A sobrevida para esse tipo de neoplasia é considerada boa, se a doença for diagnosticada em estádio inicial. A sobrevida média global em cinco anos se encontra em torno de 55% nos países desenvolvidos e 40% para países em desenvolvimento.
"Quando a doença é diagnostica em estágio inicial, a sobrevida para este tipo de tumor maligno é considerada boa", afirma o cirurgião do aparelho digestivo, Dr. Alexandre Sakano. Um estudo recente da revista New England Journal of Medicine demonstrou que 90% dos pacientes poderiam se curados se submetidos a exames precoces na detecção do câncer colorretal.
O câncer colorretal é um tumor maligno que atinge o cólon e o reto, dois componentes do sistema digestivo conhecido como intestino grosso. Mulheres têm a mesma chance que homens a doença é mais freqüente em pessoas acima de 50 anos, principalmente naqueles que tem histórico familiar da doença ou com doenças digestivas crônicas, mulheres que tiverem câncer de ovário, endométrio ou mama. Dieta à base de alimentos com alto teor de gordura, consumo excessivo de carne e baixo teor de ingestão de cálcio e vegetais predispõem também à manifestação da doença. Também são fatores de risco a presença de doenças inflamatórias do cólon como retocolite ulcerativa crônica e doença de Cronh, algumas condições hereditárias (polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC).
"As pessoas devem ficar atentas para sintomas, como dor abdominal, gases constantemente, sangramento nas fezes, alteração do hábito intestinal intercalando por constipação e diarréia e sensação que o intestino não esvaziou todo após evacuar", ressalta o especialista.
O câncer colorretal, quando detectado em seu estágio inicial, possui grandes chances de cura, diminuindo a taxa de mortalidade associada ao tumor. Pessoas com mais de 50 anos devem se submeter anualmente ao exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes.
Indivíduos com exame positivo devem realizar colonoscopia. Indivíduos com histórico pessoal ou familiar de câncer de cólon e reto, portadores de doença inflamatória do cólon (retocolite ulcerativa e doença de Chrohn) e de algumas condições hereditárias (FAP e HNPCC) devem procurar orientação médica.
Uma dieta rica em frutas, vegetais, fibras e cálcio ajuda a prevenir a incidência deste tipo de câncer. "Evitar o excesso de consumo de gorduras animais, de bebidas alcoólicas e do fumo também é uma boa medida preventiva", esclarece o médico.
O tratamento do câncer colorretal é, primariamente, cirúrgico, em que é feita a retirada da parte do intestino afetada e os linfonodos próximos a esta região. Muitos tumores do reto são tratados com cirurgias que preservam o esfíncter anal, através da utilização dos grampeadores, evitando assim as colostomias. Após o tratamento cirúrgico, realizado o tratamento quimioterápico, que é sempre feito quando indicado, e, muitas vezes, o radioterápico, que só é prescrito em casos específicos.
Fonte: HNews
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